terça-feira, janeiro 30, 2007

Sebo com estilo e idéias


Qual é a idéia que vem a sua mente quando falamos em sebos?

Se você pensou em velhas livrarias com um monte de livros velhos, amarelados e empoeirados, com preços muito baixos, você precisa conhecer a Livraria Imperial, no Centro do Rio de Janeiro.

Vale a visita.

Está localizada dentro do Paço Imperial, um edifício de arquitetura colonial, feito na época da chegada de Dom João VI e a corte portuguesa, ao Brasil. Divide o mesmo espaço com um café e uma loja de CDs e DVDs, formando uma espécie de megastore cultural. Seus livros são bem expostos, limpos e relativamente organizados por assunto.

Mas o melhor do Sebo Imperial é a forma como seu proprietário usa conceitos de marketing e administração.

Para começar, o posicionamento do seu negócio é muito claro e interessante. Para ele, um sebo não é um lugar de pechinchas, mas sim de raridades literárias. Você até encontra alguns livros com preços bem baratinhos, mas existem muitos títulos que ultrapassam facilmente os R$ 30,00.

Outro ponto é que ele conhece a fundo o mercado de livros usados e sabe o que seus clientes buscam. Inovou criando a produção “just in time” de livros raros. Se um livro está esgotado e existe um arquivo na internet que já é de domínio público, ele baixa o arquivo, diagrama, imprime, encaderna e coloca um exemplar a venda na sua livraria, obviamente com um bom valor agregado. Afinal, está esgotado.

Também procura fazer diferenciação, criando uma espécie de personalização e “recondicionamento” de livros usados. Se o cliente quiser, pode escolher um livro qualquer, pedir para que ele seja encadernado com capa dura, folha de rosto e guarda com dedicatória para outra pessoa ou com o seu próprio nome.

Para atrair clientes e divulgar a sua loja, cria estratégias espertas. Uma delas é contratar pessoas para lerem livros complexos, prepararem um resumo e apresentarem palestras gratuitas na própria livraria ou num espaço na sua “sede mundial” sobre os temas estudados.

Trabalha também a idéia de mix mais amplo, com uma divisão de “t-shirtology” como chama. Uma pequena produção própria de camisas com estampas que tem a ver com o mundo dos livros, como a que traz um grande e enigmático termo “Paragrafe-se”.

Novos canais de vendas, BtoC? O Imperial amplia suas vendas e seu alcance colocando todos os dias, no seu site, uma lista dos livros que chegaram no dia anterior, com preços e seu estado de conservação. O cliente pode comprar via web e receber na sua casa.

Enfim, uma prova de que para fazer bom marketing não é preciso muito dinheiro, mas entendimento do consumidor e idéias sensatas e inteligentes.

A Livraria Imperial fica na Rua Primeiro de Março, no Paço Imperial. Seu site é http://www.livreiros.com.br/sugestao/sugestao.asp

Da China com Amor

Há poucas semanas atrás falamos da habilidade dos produtores dos direitos dos filmes do agente 007 em gerenciar a marca do famoso agente secreto inglês.

Pois bem, Cassino Royale foi um ótimo movimento para a marca e é a maior bilheteria da série (não conseguimos saber se estes números levam ou não a inflação em consideração).

O faturamento deve crescer ainda mais com a chegada esta semana do filme ao mercado chinês, até então fechado para filmes do agente porque vários deles eram claramente anti-comunistas. É mais um populoso mercado para a franquia.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Os "Marketeiros" também erram.




Profissionais que trabalham em marketing adoram falar dos seus feitos e enfeitar o pavão. Raros são aqueles que falam dos seus fracassos, como se o mundo corporativo fosse uma ilha da fantasia, onde todo mundo acerta tudo o tempo todo.

Bem, erros e tropeços são muito comuns e apesar de ficarem longe dos holofotes da mídia ou omitidos nos currículos. A revista americana Business 2.0 fez uma listinha com as 101 maiores mancadas de 2006. Tem para todos os gostos.

O Mc Donald´s, por exemplo, fez uma promoção no Japão, em que o prêmio era um MP3 do Mickey, que já vinha com 10 músicas. O que desafinou foi o vírus Trojan que acompanhava os arquivos.

A GM quis entrar na onda dos anúncios feitos por consumidores via web e disponibilizou na rede, clips e imagens para quem quisesse montar e colocar na internet o seu próprio comercial de 30 segundo sobre o novo Chevy Tahoe. Foi atropelada com anúncios que diziam a “A tecnologia de ontem, hoje” ou que tinham slogans do tipo “O mundo seria melhor sem ele”.

Outra que é típica da cultura americana. O anúncio das águas Fiji que dizia “O rótulo diz Fiji porque não é engarrafada em Cleveland”, gerou a ira das autoridades da cidade americana que contra-atacou com laudos afirmando que água mineral em questão tem 6,3 micro gramas de arsênio por litro, enquanto sua água de torneira não apresenta qualquer traço do elemento químico. Quem fala o que quer...

Para quem quiser ver os outros 98 casos, o link é:


http://money.cnn.com/galleries/2007/biz2/0701/gallery.101dumbest_2007/index.html

quinta-feira, janeiro 18, 2007

O Power Point que Virou Filme


O power point deve ser um dos softwares mais influentes no mundo de hoje.

Como dizia uma chefa que tivemos, você decide o futuro da sua carreira numa empresa, em alguns poucos momentos em que tem oportunidade para expor suas idéias ou planos. E o domínio do power point e de técnicas básicas no encadeamento de idéias e apresentações pode dar um up grade na forma como você é visto na empresa, alem de turbinar sua escalada profissional.

Mas nunca nos passou pela cabeça que uma excelente, ou melhor, uma aula de como usar o power point e recursos multimídia para vender uma idéia pudesse virar filme e mais, ressuscitar uma carreira política.

Estamos falando de Uma Verdade Inconveniente, o documentário que trata do tão comentado e temido aquecimento global. Na verdade não é um documentário, mas a filmagem da palestra (com power point) que o ex vice-presidente americano Al Gore dá pelo mundo, falando sobre o assunto.

Al Gore foi o vice de Clinton e o desafiante de Bush na conturbada eleição que resultou no seu primeiro mandato. Quando o pleito acabou e ele perdeu, decidiu largar a carreira política e voltar a dar palestras sobre o aquecimento global, coisa que já fazia há muito tempo.

Segundo ele mesmo conta, buscou seus slides que estavam numa caixa esquecida no fundo de um armário e resolveu rodar o mundo, pregando a conscientização das pessoas para o tema. Viu que estava obsoleto e que precisava dominar o power point, como dominava o assunto. Virou estrela ativista e hoje, certamente, deve ser um dos políticos americanos com melhor imagem em seu país e no mundo. Diz ele, que não volta à política, mas....

Abaixo dois links do You tube. Com trechos do filme.

No primeiro, os créditos finais onde pequenas frases dizem o que cada um de nos pode fazer para diminuir o problema. Coisas bem bacanas. Desde andar mais de ônibus, deixando o carro em casa até como fazer pressão com deputados no Congresso Nnacional.

http://www.youtube.com/watch?v=3UvkP7t-sZQ

No segundo, um divertido desenho animado que aparece no meio da apresentação, com os Simpsons vivendo as agruras de um mundo cada vez mais quente.

http://www.youtube.com/watch?v=QLW2T3QgJc0

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Ecos do Natal II


Outra boa idéia é o Cine Card, da Fox Filmes que vimos na Saraiva.

Cine Card é um cartão do tipo destes cartões de aniversário, natal e outros que compramos em papelarias, só que dentro vem um DVD de filme que tenha a ver com a mensagem. O sobre amizade, por exemplo, vem com o filme Thelma e Louise.

Um grande problema da indústria de entretenimento é o que fazer com os encalhes de cds, livros e DVDs. E não sabemos se a idéia dos cartões foi uma tentativa de diminuir estes estoques. Mas se foi, valeu pela originalidade.

Os Cine Cards custam em torno de R$ 15,00 e vão de Jack Bauer a Hello Kitty, passando por Coração Valente e Titanic.

Ecos do Natal I


Muito bom o “pack”(produto adicionado de algum item em embalagem especial) de final de ano do whisky Chivas Regal, vendido em alguns supermercados e delicatessens.

Nós que já estivemos na indústria de bebidas, sabemos que ela têm uma tradição em usar este tipo de ferramenta nos natais, mas os brindes andavam meio repetitivos. Talvez porque, no fundo, os consumidores realmente vejam mais valor em copos decorados do que em outras coisas digamos, mais criativas.

Mas Chivas deu com brinde este ano o livro 1000 Lugares para Conhecer Antes de Morrer, de Patricia Schultz, da Sextante Editora. Longe de ser fazer um guia convencional, a autora lista locais nos 5 continentes que devem ser visitados. A maioria deles bem caros e aspiracionais.

Para quem gosta de sonhar é bem interessante e tem tudo a ver com o produto e o conceito “The Chivas Life”: a valorização de momentos especiais, em destinos extraordinários, associados ao prazer de saborear o premium scotch whisky em boa companhia. O brinde usado é um bom exemplo de como uma atividade bellow the line (que não está na mídia) pode complementar e reforçar um conceito que está na mídia.