terça-feira, fevereiro 27, 2007

Duas boas idéias de vendas por canais alternativos


A busca por canais alternativos de distribuição é um tema recorrente e um desafio das empresas.

Hoje o consumidor tem cada vez menos tempo, então os produtos precisam estar ao seu alcance, no seu caminho para o trabalho, para a escola, para a academia e por aí vai. É a chamada conveniência. Vende mais quem está mais ao alcance do consumidor.

Vimos duas ações de distribuição alternativas bem interessantes.

A primeira foi do Mate Leão (um produto que tem a sua concentração de vendas no RJ e no ES) na Ponte Rio-Niterói. Ali naquele local, sempre se forma um engarrafamento para pagar o pedágio. Neste ponto, meninas uniformizadas (não é camelotagem. é um acordo com a concessionária que explora a ponte) sempre venderam cartões telefônicos. Pois agora também estão vendendo Matte Leão. Não sei se foi uma idéia do distribuidor dos cartões ou do pessoal da Matte Leão, mas foi um tiro certo.

Nos momentos de pico, para atravessar a ponte, o motorista leva uma média de meia a uma hora, fora o tempo da fila do pedágio. A sede aperta, o calor no verão é grande e ninguém vendia nada para beber. Um mate geladinho é super conveniente.

Outra idéia brilhante foi da empresa paulista 24 x 7 Cultural.

No Brasil, existem cerca de 1200 livrarias. Pouquíssimas para o tamanho e a população do país. Fora isso, o livro além de ser pouco consumido pelas classes C e D, não esta no caminho desta população. Nas Zonas Norte e Oeste do Rio de Janeiro, por exemplo, só há livrarias em shopping. Além disso, o preço médio do livro no país está acima dos vinte e cinco reais, proibitivo para uma grande parcela da população.

Pois o fundador da 24 x 7 montou um modelo de negócio em cima da idéia de vender livros a preçcos baixos em estações de metrô do Rio e de São Paulo, naquelas máquinas que vendem biscoitos e chocolates, as "vending machines".

O formato dos livros é de bolso para que eles possam caber nas máquinas. Junto com o livro vai uma moedinha de R$ 0,01, porque os preços variam de R$ 4,99 a R$ 9,99 e estas máquinas não dão este tipo de troco. Os títulos são variados, vão de clássicos da literatura brasileira como O Cortiço a livros de iniciação na informática como Segredos do Orkut, de várias editoras diferentes.

Parece que a coisa vai bem. A empresa, que também vende os mesmos livros pela internet, agora está abrindo inscrições para quem quiser ser franqueado.

Quem tiver curiosidade em conhecer os sistema deve acessar o site: http://www.24x7.com.br/website/index.asp?novoserver1&start=1&endereco_site=www.24x7.com.br&par=&email=

Al Gore e a unique selling proposition


Já tínhamos escrito aqui sobre Al Gore e o documentário Uma Verdade Incoveniente, sobre aquecimento global.

Os 2 Oscars que o filme ganhou na última segunda-feira e a sua presença na cerimônia junto com estrelas como Di Caprio deve esquentar a temporada de apostas na sua pré-candidatura para ser o próximo candidato a presidência dos EUA, pelo partido Democrata. Apesar de Gore negar veementemente que queira ser candidato.

Quem diria. Quando Clinton era presidente, Gore era considerado um político fraco. Um vice sem brilho. Agora, provavelmente ele é o político americano com melhor imagem fora dos EUA.

Tudo culpa da usp, a unique selling proposition ou, em bom português, proposta única de venda.

David Ogilvy, um dos decanos da propaganda mundial, já dizia nos anos 60, que , com o passar dos anos, o consumidor daria às empresas, cada vez menos tempo para que elas pudessem vender os conceitos dos seus produtos. Por isso, a estratégia de comunicação dos produtos deveria ser cada vez mais objetiva, escolhendo um único atributo, tangível ou intangível, para ser comunicado, a tal da usp. Resumindo, bater sempre na mesma tecla, no mesmo assunto.

Foi o que Al Gore fez. Enquanto ele era tudo para todos, não era nada e perdeu a eleição à presidência para George Bush. A partir do momento em que ele se posicionou, não como político, mas como um cidadão com uma bandeira e começou a falar sobre só tema bem oportuno, virou celebridade e hoje tem muita gente sonhando com ele como o presidente ideal para os Estados Unidos.

Isso é que é correr por fora para entrar no páreo. Obama e Hillary Clinton que se cuidem.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Marketing Co. falando de trade marketing na FGV


No último sábado, dia 10, estivemos na FGV-Niterói, falando de Trade Marketing (que conhecemos na prática) para alunos do MBA em Marketing, do professor José Luiz Meinberg.

Trade Marketing é um tema que, cada vez mais, ganha força nas empresas, porque os clientes estão cada vez mais fortes e estabelecendo as regras do jogo.

É só olhar o último ranking de supermercados da ABRAS (Associação Brasileira de Supermercadistas). 40% de tudo que é vendido em supermercados no Brasil está na mão de 5 redes: CBD (Grupo Pão de Açucar), Carrefour, Wal-Mart e muito depois, G. Barbosa (Bahia e Sergipe) e Zaffari (Rio Grande do Sul). Então se você quer vender para estas redes, prepare-se para investir verbas e tempo num plano de marketing voltado para cada uma delas.

O foco no marketing através do cliente, está longe de ficar restrito aos supermercados. Olhe à sua volta. Veja que, de uma forma geral, está havendo um processo de concentração do varejo. São redes de farmácias, videolocadoras, lojas de automóveis, franquias, cinemas e muito mais . E nesta concentração, o cliente é quem dita o que ele vende, em que quantidade e a que preço.

Achamos muito positivo que os MBAs estejam abordando o assunto, já que, em função da necessidade de gerar vendas no curto prazo, as empresas estão destinando verbas cada vez maiores para o trade marketing, em detrimento da comunicação ao consumidor e esta nova realidade exige profissionais que entendam de marketing, de vendas e de canais.

Brevemente vamos voltar ao assunto.

Prêmio de Embalagem para Do Bem

A Packaging Design e o iogurte Do Bem acabam de ganhar um prêmio da revista Embanews, especializada em embalagens. Foi na categoria Embalagem diferenciada por Marketing.

O trabalho de posicionamento da marca foi feito pela Marketing Co.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Em busca da essência das marcas


Campanhas publicitárias, embalagens e ações promocionais são a ponta de um processo de planejamento e posicionamento de marca que começa muito, muito antes.

Acontece com as melhores empresas. Nos anos que passamos gerenciando o marketing de produtos como Teacher´s, Domecq, Ballantine´s, Long John e outros, tivemos, algumas vezes, problemas em definir o que comunicar.

Nestas fases terceirizávamos o posicionamento com agências de propaganda, as mais diversas.

Nem precisamos dizer que isto gerava problemas. Porque convivemos com várias e diferentes agências e quase sempre, por uma questão de ego, uma nova agência sugeria um caminho diferente do da agência anterior, mesmo que aquele estivesse correto, gerando uma descontinuidade na linha de comunicação das marcas.

Uma vez até lidamos com uma experiência esdrúxula.

Tínhamos acabado de aprovar uma campanha para um dos nossos produtos, quando a agência, uma das maiores do país, resolveu trocar a sua equipe de criação. O pessoal que entrou achava que a campanha criada pela equipe anterior era equivocada e nós, clientes, ficamos na surreal situação de convencer a agência de que, aquela campanha aprovada, era a que deveria ir ao ar.

Às vezes as agências acertavam. Mas em outros casos, campanhas inadequadas eram criadas e os processos de aprovação se arrastavam por longos meses com níveis crescentes de insatisfação e desgaste tanto da nossa parte, quanto por parte da agência.

Por volta de 2001 a Allied Domecq PLC (a matriz) solicitou que todas as marcas importantes em cada país, tivessem um trade mark workshop.

Um processo pelo qual reune-se, num lugar fora da empresa, um grupo heterogêneo composto por pessoas das agências, da empresa, consumidores, gente que ama a marca, gente que odeia a marca e clientes para, em dois ou três dias, desconstruir a marca, achar a sua essência, seus valores, diferenciais, sua real proposta e gerar um mapa que servirá de base para as agências começarem a trabalhar.

Deu certo e passamos a ter campanhas mais consistentes e efetivas, com muito menos stress e perda de tempo.

Realmente, este processo tem muitas vantagens.

Uma delas é que, quem define o que será comunicado sobre marca é o cliente e não a agência. Mesmo que mudem as agências, a comunicação terá sempre alicerces claros sob os quais as campanhas serão criadas. Isto até ajuda as agências, já que, resolvido o problema do quê comunicar, ela fica livre para usar a sua criatividade para pensar o como comunicar.
E este mapa da marca deve ser usado para nortear todas as ações, sejam elas de mídia, embalagem ou de promoção.

Esta metodologia também ajuda a ganhar tempo. Já que a marca tem clara qual é a sua essência, o desenvolvimento e a aprovação de embalagens, promoções e campanhas não cai naquele buraco negro dos ´achismos´ e gostos pessoais, que tanto atravancam as atividades de marketing. Além disso, com ele, é mais fácil encontrar diferenciais tangíveis ou intangíveis que sejam verdadeiros e inerentes à marca.