quarta-feira, março 07, 2007

A Coca quer devorar o Leão


Deu no Valor de hoje que a Coca-Cola, gigante multinacional de bebidas está de olho na Leão Junior, a empresa que detém a marca de mate mais vendido aqui no Brasil. O negócio deve sair por estes dias.


A Coca vem tendo uma estratégia de ser não ser somente uma empresa de refrigerantes, mas uma empresa de bebidas. Um pouco porque os consumidores procuram alternativas mais saudáveis de produtos e refrigerantes estão numa lista negra junto com fast-food em geral.

Daí a Coca ter água mineral, sucos, energéticos e mate.


Há pouco tempo ela comprou a Sucos Mais, que virou Minute Maid. Também há cerca de dois anos lançou seu próprio mate aqui no Rio, mas nem a sua imensa força de distribuição e marketing salvou um produto que, em termos de sabor e qualidade, ficava muito aquém do Matte Leão. Fora que é difícil brigar com uma marca que, como o Biscoito Globo, há décadas é xodó dos cariocas, principalmente daqueles que frequentam as tórridas areias das nossas praias.


A Coca seguiu aquela velha máxima: se você não pode competir com eles, junte-se a eles. Ou, compre logo e resolva o seu problema.


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terça-feira, fevereiro 27, 2007

Duas boas idéias de vendas por canais alternativos


A busca por canais alternativos de distribuição é um tema recorrente e um desafio das empresas.

Hoje o consumidor tem cada vez menos tempo, então os produtos precisam estar ao seu alcance, no seu caminho para o trabalho, para a escola, para a academia e por aí vai. É a chamada conveniência. Vende mais quem está mais ao alcance do consumidor.

Vimos duas ações de distribuição alternativas bem interessantes.

A primeira foi do Mate Leão (um produto que tem a sua concentração de vendas no RJ e no ES) na Ponte Rio-Niterói. Ali naquele local, sempre se forma um engarrafamento para pagar o pedágio. Neste ponto, meninas uniformizadas (não é camelotagem. é um acordo com a concessionária que explora a ponte) sempre venderam cartões telefônicos. Pois agora também estão vendendo Matte Leão. Não sei se foi uma idéia do distribuidor dos cartões ou do pessoal da Matte Leão, mas foi um tiro certo.

Nos momentos de pico, para atravessar a ponte, o motorista leva uma média de meia a uma hora, fora o tempo da fila do pedágio. A sede aperta, o calor no verão é grande e ninguém vendia nada para beber. Um mate geladinho é super conveniente.

Outra idéia brilhante foi da empresa paulista 24 x 7 Cultural.

No Brasil, existem cerca de 1200 livrarias. Pouquíssimas para o tamanho e a população do país. Fora isso, o livro além de ser pouco consumido pelas classes C e D, não esta no caminho desta população. Nas Zonas Norte e Oeste do Rio de Janeiro, por exemplo, só há livrarias em shopping. Além disso, o preço médio do livro no país está acima dos vinte e cinco reais, proibitivo para uma grande parcela da população.

Pois o fundador da 24 x 7 montou um modelo de negócio em cima da idéia de vender livros a preçcos baixos em estações de metrô do Rio e de São Paulo, naquelas máquinas que vendem biscoitos e chocolates, as "vending machines".

O formato dos livros é de bolso para que eles possam caber nas máquinas. Junto com o livro vai uma moedinha de R$ 0,01, porque os preços variam de R$ 4,99 a R$ 9,99 e estas máquinas não dão este tipo de troco. Os títulos são variados, vão de clássicos da literatura brasileira como O Cortiço a livros de iniciação na informática como Segredos do Orkut, de várias editoras diferentes.

Parece que a coisa vai bem. A empresa, que também vende os mesmos livros pela internet, agora está abrindo inscrições para quem quiser ser franqueado.

Quem tiver curiosidade em conhecer os sistema deve acessar o site: http://www.24x7.com.br/website/index.asp?novoserver1&start=1&endereco_site=www.24x7.com.br&par=&email=

Al Gore e a unique selling proposition


Já tínhamos escrito aqui sobre Al Gore e o documentário Uma Verdade Incoveniente, sobre aquecimento global.

Os 2 Oscars que o filme ganhou na última segunda-feira e a sua presença na cerimônia junto com estrelas como Di Caprio deve esquentar a temporada de apostas na sua pré-candidatura para ser o próximo candidato a presidência dos EUA, pelo partido Democrata. Apesar de Gore negar veementemente que queira ser candidato.

Quem diria. Quando Clinton era presidente, Gore era considerado um político fraco. Um vice sem brilho. Agora, provavelmente ele é o político americano com melhor imagem fora dos EUA.

Tudo culpa da usp, a unique selling proposition ou, em bom português, proposta única de venda.

David Ogilvy, um dos decanos da propaganda mundial, já dizia nos anos 60, que , com o passar dos anos, o consumidor daria às empresas, cada vez menos tempo para que elas pudessem vender os conceitos dos seus produtos. Por isso, a estratégia de comunicação dos produtos deveria ser cada vez mais objetiva, escolhendo um único atributo, tangível ou intangível, para ser comunicado, a tal da usp. Resumindo, bater sempre na mesma tecla, no mesmo assunto.

Foi o que Al Gore fez. Enquanto ele era tudo para todos, não era nada e perdeu a eleição à presidência para George Bush. A partir do momento em que ele se posicionou, não como político, mas como um cidadão com uma bandeira e começou a falar sobre só tema bem oportuno, virou celebridade e hoje tem muita gente sonhando com ele como o presidente ideal para os Estados Unidos.

Isso é que é correr por fora para entrar no páreo. Obama e Hillary Clinton que se cuidem.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Marketing Co. falando de trade marketing na FGV


No último sábado, dia 10, estivemos na FGV-Niterói, falando de Trade Marketing (que conhecemos na prática) para alunos do MBA em Marketing, do professor José Luiz Meinberg.

Trade Marketing é um tema que, cada vez mais, ganha força nas empresas, porque os clientes estão cada vez mais fortes e estabelecendo as regras do jogo.

É só olhar o último ranking de supermercados da ABRAS (Associação Brasileira de Supermercadistas). 40% de tudo que é vendido em supermercados no Brasil está na mão de 5 redes: CBD (Grupo Pão de Açucar), Carrefour, Wal-Mart e muito depois, G. Barbosa (Bahia e Sergipe) e Zaffari (Rio Grande do Sul). Então se você quer vender para estas redes, prepare-se para investir verbas e tempo num plano de marketing voltado para cada uma delas.

O foco no marketing através do cliente, está longe de ficar restrito aos supermercados. Olhe à sua volta. Veja que, de uma forma geral, está havendo um processo de concentração do varejo. São redes de farmácias, videolocadoras, lojas de automóveis, franquias, cinemas e muito mais . E nesta concentração, o cliente é quem dita o que ele vende, em que quantidade e a que preço.

Achamos muito positivo que os MBAs estejam abordando o assunto, já que, em função da necessidade de gerar vendas no curto prazo, as empresas estão destinando verbas cada vez maiores para o trade marketing, em detrimento da comunicação ao consumidor e esta nova realidade exige profissionais que entendam de marketing, de vendas e de canais.

Brevemente vamos voltar ao assunto.

Prêmio de Embalagem para Do Bem

A Packaging Design e o iogurte Do Bem acabam de ganhar um prêmio da revista Embanews, especializada em embalagens. Foi na categoria Embalagem diferenciada por Marketing.

O trabalho de posicionamento da marca foi feito pela Marketing Co.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Em busca da essência das marcas


Campanhas publicitárias, embalagens e ações promocionais são a ponta de um processo de planejamento e posicionamento de marca que começa muito, muito antes.

Acontece com as melhores empresas. Nos anos que passamos gerenciando o marketing de produtos como Teacher´s, Domecq, Ballantine´s, Long John e outros, tivemos, algumas vezes, problemas em definir o que comunicar.

Nestas fases terceirizávamos o posicionamento com agências de propaganda, as mais diversas.

Nem precisamos dizer que isto gerava problemas. Porque convivemos com várias e diferentes agências e quase sempre, por uma questão de ego, uma nova agência sugeria um caminho diferente do da agência anterior, mesmo que aquele estivesse correto, gerando uma descontinuidade na linha de comunicação das marcas.

Uma vez até lidamos com uma experiência esdrúxula.

Tínhamos acabado de aprovar uma campanha para um dos nossos produtos, quando a agência, uma das maiores do país, resolveu trocar a sua equipe de criação. O pessoal que entrou achava que a campanha criada pela equipe anterior era equivocada e nós, clientes, ficamos na surreal situação de convencer a agência de que, aquela campanha aprovada, era a que deveria ir ao ar.

Às vezes as agências acertavam. Mas em outros casos, campanhas inadequadas eram criadas e os processos de aprovação se arrastavam por longos meses com níveis crescentes de insatisfação e desgaste tanto da nossa parte, quanto por parte da agência.

Por volta de 2001 a Allied Domecq PLC (a matriz) solicitou que todas as marcas importantes em cada país, tivessem um trade mark workshop.

Um processo pelo qual reune-se, num lugar fora da empresa, um grupo heterogêneo composto por pessoas das agências, da empresa, consumidores, gente que ama a marca, gente que odeia a marca e clientes para, em dois ou três dias, desconstruir a marca, achar a sua essência, seus valores, diferenciais, sua real proposta e gerar um mapa que servirá de base para as agências começarem a trabalhar.

Deu certo e passamos a ter campanhas mais consistentes e efetivas, com muito menos stress e perda de tempo.

Realmente, este processo tem muitas vantagens.

Uma delas é que, quem define o que será comunicado sobre marca é o cliente e não a agência. Mesmo que mudem as agências, a comunicação terá sempre alicerces claros sob os quais as campanhas serão criadas. Isto até ajuda as agências, já que, resolvido o problema do quê comunicar, ela fica livre para usar a sua criatividade para pensar o como comunicar.
E este mapa da marca deve ser usado para nortear todas as ações, sejam elas de mídia, embalagem ou de promoção.

Esta metodologia também ajuda a ganhar tempo. Já que a marca tem clara qual é a sua essência, o desenvolvimento e a aprovação de embalagens, promoções e campanhas não cai naquele buraco negro dos ´achismos´ e gostos pessoais, que tanto atravancam as atividades de marketing. Além disso, com ele, é mais fácil encontrar diferenciais tangíveis ou intangíveis que sejam verdadeiros e inerentes à marca.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Sebo com estilo e idéias


Qual é a idéia que vem a sua mente quando falamos em sebos?

Se você pensou em velhas livrarias com um monte de livros velhos, amarelados e empoeirados, com preços muito baixos, você precisa conhecer a Livraria Imperial, no Centro do Rio de Janeiro.

Vale a visita.

Está localizada dentro do Paço Imperial, um edifício de arquitetura colonial, feito na época da chegada de Dom João VI e a corte portuguesa, ao Brasil. Divide o mesmo espaço com um café e uma loja de CDs e DVDs, formando uma espécie de megastore cultural. Seus livros são bem expostos, limpos e relativamente organizados por assunto.

Mas o melhor do Sebo Imperial é a forma como seu proprietário usa conceitos de marketing e administração.

Para começar, o posicionamento do seu negócio é muito claro e interessante. Para ele, um sebo não é um lugar de pechinchas, mas sim de raridades literárias. Você até encontra alguns livros com preços bem baratinhos, mas existem muitos títulos que ultrapassam facilmente os R$ 30,00.

Outro ponto é que ele conhece a fundo o mercado de livros usados e sabe o que seus clientes buscam. Inovou criando a produção “just in time” de livros raros. Se um livro está esgotado e existe um arquivo na internet que já é de domínio público, ele baixa o arquivo, diagrama, imprime, encaderna e coloca um exemplar a venda na sua livraria, obviamente com um bom valor agregado. Afinal, está esgotado.

Também procura fazer diferenciação, criando uma espécie de personalização e “recondicionamento” de livros usados. Se o cliente quiser, pode escolher um livro qualquer, pedir para que ele seja encadernado com capa dura, folha de rosto e guarda com dedicatória para outra pessoa ou com o seu próprio nome.

Para atrair clientes e divulgar a sua loja, cria estratégias espertas. Uma delas é contratar pessoas para lerem livros complexos, prepararem um resumo e apresentarem palestras gratuitas na própria livraria ou num espaço na sua “sede mundial” sobre os temas estudados.

Trabalha também a idéia de mix mais amplo, com uma divisão de “t-shirtology” como chama. Uma pequena produção própria de camisas com estampas que tem a ver com o mundo dos livros, como a que traz um grande e enigmático termo “Paragrafe-se”.

Novos canais de vendas, BtoC? O Imperial amplia suas vendas e seu alcance colocando todos os dias, no seu site, uma lista dos livros que chegaram no dia anterior, com preços e seu estado de conservação. O cliente pode comprar via web e receber na sua casa.

Enfim, uma prova de que para fazer bom marketing não é preciso muito dinheiro, mas entendimento do consumidor e idéias sensatas e inteligentes.

A Livraria Imperial fica na Rua Primeiro de Março, no Paço Imperial. Seu site é http://www.livreiros.com.br/sugestao/sugestao.asp

Da China com Amor

Há poucas semanas atrás falamos da habilidade dos produtores dos direitos dos filmes do agente 007 em gerenciar a marca do famoso agente secreto inglês.

Pois bem, Cassino Royale foi um ótimo movimento para a marca e é a maior bilheteria da série (não conseguimos saber se estes números levam ou não a inflação em consideração).

O faturamento deve crescer ainda mais com a chegada esta semana do filme ao mercado chinês, até então fechado para filmes do agente porque vários deles eram claramente anti-comunistas. É mais um populoso mercado para a franquia.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Os "Marketeiros" também erram.




Profissionais que trabalham em marketing adoram falar dos seus feitos e enfeitar o pavão. Raros são aqueles que falam dos seus fracassos, como se o mundo corporativo fosse uma ilha da fantasia, onde todo mundo acerta tudo o tempo todo.

Bem, erros e tropeços são muito comuns e apesar de ficarem longe dos holofotes da mídia ou omitidos nos currículos. A revista americana Business 2.0 fez uma listinha com as 101 maiores mancadas de 2006. Tem para todos os gostos.

O Mc Donald´s, por exemplo, fez uma promoção no Japão, em que o prêmio era um MP3 do Mickey, que já vinha com 10 músicas. O que desafinou foi o vírus Trojan que acompanhava os arquivos.

A GM quis entrar na onda dos anúncios feitos por consumidores via web e disponibilizou na rede, clips e imagens para quem quisesse montar e colocar na internet o seu próprio comercial de 30 segundo sobre o novo Chevy Tahoe. Foi atropelada com anúncios que diziam a “A tecnologia de ontem, hoje” ou que tinham slogans do tipo “O mundo seria melhor sem ele”.

Outra que é típica da cultura americana. O anúncio das águas Fiji que dizia “O rótulo diz Fiji porque não é engarrafada em Cleveland”, gerou a ira das autoridades da cidade americana que contra-atacou com laudos afirmando que água mineral em questão tem 6,3 micro gramas de arsênio por litro, enquanto sua água de torneira não apresenta qualquer traço do elemento químico. Quem fala o que quer...

Para quem quiser ver os outros 98 casos, o link é:


http://money.cnn.com/galleries/2007/biz2/0701/gallery.101dumbest_2007/index.html

quinta-feira, janeiro 18, 2007

O Power Point que Virou Filme


O power point deve ser um dos softwares mais influentes no mundo de hoje.

Como dizia uma chefa que tivemos, você decide o futuro da sua carreira numa empresa, em alguns poucos momentos em que tem oportunidade para expor suas idéias ou planos. E o domínio do power point e de técnicas básicas no encadeamento de idéias e apresentações pode dar um up grade na forma como você é visto na empresa, alem de turbinar sua escalada profissional.

Mas nunca nos passou pela cabeça que uma excelente, ou melhor, uma aula de como usar o power point e recursos multimídia para vender uma idéia pudesse virar filme e mais, ressuscitar uma carreira política.

Estamos falando de Uma Verdade Inconveniente, o documentário que trata do tão comentado e temido aquecimento global. Na verdade não é um documentário, mas a filmagem da palestra (com power point) que o ex vice-presidente americano Al Gore dá pelo mundo, falando sobre o assunto.

Al Gore foi o vice de Clinton e o desafiante de Bush na conturbada eleição que resultou no seu primeiro mandato. Quando o pleito acabou e ele perdeu, decidiu largar a carreira política e voltar a dar palestras sobre o aquecimento global, coisa que já fazia há muito tempo.

Segundo ele mesmo conta, buscou seus slides que estavam numa caixa esquecida no fundo de um armário e resolveu rodar o mundo, pregando a conscientização das pessoas para o tema. Viu que estava obsoleto e que precisava dominar o power point, como dominava o assunto. Virou estrela ativista e hoje, certamente, deve ser um dos políticos americanos com melhor imagem em seu país e no mundo. Diz ele, que não volta à política, mas....

Abaixo dois links do You tube. Com trechos do filme.

No primeiro, os créditos finais onde pequenas frases dizem o que cada um de nos pode fazer para diminuir o problema. Coisas bem bacanas. Desde andar mais de ônibus, deixando o carro em casa até como fazer pressão com deputados no Congresso Nnacional.

http://www.youtube.com/watch?v=3UvkP7t-sZQ

No segundo, um divertido desenho animado que aparece no meio da apresentação, com os Simpsons vivendo as agruras de um mundo cada vez mais quente.

http://www.youtube.com/watch?v=QLW2T3QgJc0