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007 e as marcas eternas como os diamantes


Na próxima sexta-feira, dia 15, chega aos cinemas brasileiros a nova aventura do espião mais conhecido no mundo.

E o que isto tem a ver com marketing? Tudo.

Afinal, a marca 007 é a de maior longevidade da história do cinema. Como Leite Moça (citado aqui no Coffee break outro dia), Ballantine´s, Aston Martin e Coca-Cola, entre outras, a marca 007 esticou a sua fase de maturidade e conseguiu a proeza de conquistar gerações e gerações de espectadores, sendo “consumida” por avôs, pais e filhos de todo o mundo.

Um pouco de história. O agente James Bond foi criado pelo escritor inglês Ian Flemming, em 1953, em plena Guerra Fria, no romance intitulado Casino Royale. Com o sucesso e a boa venda do livro, o personagem teve mais 13 aventuras publicadas até meados dos anos 60.

A marca 007 ganhou visibilidade e o mundo em 1961, quando chegou aos cinemas com 007 contra Dr. No, estrelada por um então obscuro ator escocês, o hoje Sir Sean Connery. Mas foi em 1964, com Goldfinger, que os “gestores da marca” , ou melhor, os produtores da série, Albert Broccoli e Harry Saltzman definiram no cinema a arquitetura da marca 007: ação contínua, vilões megalomaníacos, situações absurdas, locações em vários locais do mundo, carros moderníssimos, “gadgets”, mulheres estonteantes e canções arrebatadoras. Desde então, pouca coisa mudou na fórmula nestes 45 anos.

Obviamente, a marca enfrentou problemas e crises. Quando, em 68, Sean Connery decidiu sair da série, o público rejeitou seu substituto, o australiano George Lazenby, em 007 Serviço Secreto de Sua Majestade.

Em 1975, um dos “gestores da marca” , Saltzman saiu do barco e isso criou problemas de produção que levaram 007 contra o Homem da Pistola de Ouro a ser o pior filme e bilheteria da série.

Nos anos 80 com o fim da URSS, os roteiros que mostravam inimigos da cortina de ferro, ficaram sem sentido. Nesta época ainda, filmes de ação e aventura turbinados e mais inspirados como Máquina Mortífera, Indiana Jones e o Templo da Perdição e Batman atropelaram Bond nas bilheterias. Para piorar, Thimothy Dalton, o quarto Bond, também não agradou as platéias.

A recuperação aconteceu nos anos 90, com a escolha acertada do ator irlandês Pierce Brosnam, para interpretar o agente em Goldeneye. Nesta nova fase, os produtores eliminaram boa parte do humor injetado nos anos de Roger Moore, voltaram a investir em produções caprichadas e aos poucos, trouxeram o personagem para algo mais próximo do que Ian Flemming tinha imaginado.

Em 2002, a gigantesca bilheteria de Um Novo Dia Para Morrer mostrava que os “gestores” tinham tomado as decisões corretas e James Bond voltou a ser relevante para a indústria cinematográfica.

Mas como qualquer gerente de marca, Barbara Broccoli, filha do produtor Albert Broccoli, achou que nem tudo estava correndo tão bem e mandou fazer uma pesquisa de mercado com adolescentes para saber se James Bond tinha futuro. A pesquisa mostou que parte deste público não tinha qualquer identificação com o agente e que era preciso mudar para continuar vivo por muito tempo.

Para ganhar este novo público e reforçar a fidelidade dos antigos fãs da série, ela decidiu voltar às origens literárias do personagem ou a essência da marca, levando às telas o primeiro romance de 007, Cassino Royale. Mandou Brosnam para casa e contratou o quase desconhecido Daniel Graig para o papel e, finalmente, optou por fazer um filme mais realista, como são os livros de Flemming.

Correu riscos, enfrentou protestos dos irados fãs ingleses (o site http://www.graigisnotbond.com/ foi um deles) que rejeitaram o novo ator e a desconfiança da crítica especializada.

Mas como todo filme de 007, tudo acabou bem. O filme está próximo de ser o de maior bilheteria da série, Graig foi considerado um 007 a altura de Connery, a crítica aplaudiu, os jovens foram ao cinema e a marca James Bond continua mais viva e valiosa do que nunca.

Não só fizeram pesquisa como continuam fazendo. Nós aqui da Sinergia em uma parceria com a First Movies fizemos pesquisa de satifação durante a exibição do filme no final de semana de estréia aqui no Rio e em São Paulo e a aceitação foi excelente ..
Um ferramenta que cada vez mais as distribuidoras [buena vista, sony, europa filmes] tem utilizado para alavacar público em suas exibições futuras. Aqui e lá fora.
Vida longa ao 007 !!! Adriana Temer

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